Docente da FVJ participa de evento internacional de Antropologia

Entre os dias 09 e 12 de Dezembro ocorreu em Salvador - BA a VI Reunião Equatorial de Antropologia (REA) da qual participou como coordenadora de Grupo de Trabalho (GT), a Antropóloga e profa. Dra. Abda Medeiros.
13 de dezembro de 2019

Com o tema “Diversidades, Adversidades e Resistências”, o evento contou com a participação de mais de 1000 Antropólogas e Antropólogos do Brasil, das Américas e da Europa, firmando assim, o legado da Antropologia Brasileira como uma das maiores do mundo, bem como as resistências acadêmicas contra os constantes desmontes do atual governo contra a Educação Superior e os povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos etc.

Na coordenação do GT “Culturas, saúde e arte: espaços e possibilidades de compartilhamento para promoção da saúde”, em parceria com o prof. Dr. Márcio Mello (FIOCRUZ/RJ) que por motivos de saúde não pôde comparecer, a professora Abda conduziu as reflexões apresentadas por discentes e docentes do Norte, Nordeste, Sul e Sudeste do país, com destaque para os graduandos e pós-graduandos indígenas das etnias nordestinas Kariri e Tabajara que dançaram Toré.

Os trabalhos apresentados permearam as práticas de curas indígenas ou não, a clínica do cuidar e a clínica médica, dieta e nutrição para educandos e educandas de nível fundamental e médio, bem como as narrativas imagéticas sobre o parto e os modos de partejar na floresta no Médio Solimões, na Amazônia brasileira.

De fato, “foram momentos pulsantes e de profunda reflexão crítica sobre o que é saúde e doença, mas, principalmente, uma chamada a não inclusão das diferenças e diversidades nas práticas do cuidar”, diz Abda. Não há uma única forma de cura, muito menos uma única forma de se fazer Universidade do ponto de vista das práticas terapêuticas. Precisamos encontrar a “universidade própria”, conforme palestrou o ativista quilombola Antônio Bispo (PI), com a cara, o sotaque, a cor, a luta e as temáticas universalizáveis e universalizantes urgentes nos debates acadêmicos.

Nada melhor do que Salvador, “terra da alegria”, do sincretismo religioso vibrante, chão de Jorge Amado e Irmã Dulce e da maior população negra do país para acolher um evento da área de Antropologia. Vale ressaltar que a FVJ, como incentivadora da participação dos docentes e discentes em eventos acadêmicos, apoiou a ida de nossa docente ao congresso.

FVJ – Sempre presente!

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