Neste corpo tem gente!

Crônica escrita por Anderson Silva de Assis, graduando do 8° período de Nutrição da FVJ
26 de agosto de 2021

Neste corpo tem gente!

 

“[…] Aceitar-se como imperfeito é o primeiro

passo para que nos amemos como

somos e estamos.” 

 

Será que conhecemos de fato o nosso corpo? Quando olhamos no espelho e vemos nosso reflexo, será que estamos satisfeitos? Essa sensação de estar vestindo apenas uma roupa nos remete que, ao longo da vida, passamos por experiências que nos ensinam cada vez mais sobre nós mesmos, a importância de cuidarmos e trabalharmos o nosso corpo, valorizando nossa energia vital e todos os outros processos de equilíbrio para o nosso bem-estar.

Entendendo que existe uma ligação entre mente, corpo e alma, e que a busca pelo entendimento desse universo desconhecido nos revela quem nós somos, participamos de cada transformação corporal, mental e vital. Assim, mudamos a nossa visão do mundo e das pessoas que nele vivem, passando a respeitar, amar e vitalizar onde habitamos e elaboramos a morada da consciência.

O corpo perfeito, quando percebido apenas como um modelo-base a ser seguido, e sobre o qual a sociedade atual se torna cada vez mais exigente em relação ao padrão de beleza, esquecemos das reações, sensações e dos sentimentos que afloram no interior desse corpo, transformando todos esses sentidos em experiências.

Essas sensações ajudam a entender que o corpo é uma estrutura real, vibrante e viva, despertando várias formas, dentre elas a criação da armadura que nos protege do externo, tornando-nos isolados e nos distanciando da nossa própria realidade. Assim, evita-se os riscos de encarar todos os ruídos e a guerra interna que acontece dentro de nós, como mecanismos de defesa e alerta.

Alguns tomam a comida como uma forma de esquecer os problemas. Dessa forma, esquecem de compartilhar, expressar e dizer o que sentem, deixando de viver a vida para julgar a si e ao próximo pelas imperfeições. Precisamos destruir essas armaduras que criamos como forma de proteção, pois com o tempo esse isolamento nos destrói e muda nossa concepção do mundo e das pessoas que vivem ao nosso redor. Aceitar-se como imperfeito é o primeiro passo para que nos amemos como somos e estamos. 

 

Por Anderson Silva de Assis, graduando do 8° período de Nutrição da FVJ

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